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26 de maio de 2026

Paraíba perde 1.186 empregos em fevereiro, diesel sobe 18% e governo estadual arca com R$ 15 milhões em subsídio

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Imagem ilustrativa

A Paraíba registrou saldo negativo de 1.186 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado decorre de 21.465 admissões e 22.651 desligamentos no período.

O setor agropecuário apresentou a maior retração, com perda de 2.052 vagas, seguido pela indústria, que fechou 1.126 postos, e pelo comércio, com saldo negativo de 63 vagas. Em contrapartida, o setor de serviços gerou 1.866 novos empregos e a construção civil abriu 290 postos.

Entre os municípios, João Pessoa e Campina Grande mantiveram saldos positivos. A capital registrou a criação de 869 vagas (10.012 admissões e 9.143 desligamentos), enquanto Campina Grande obteve saldo de 765 postos (4.768 admissões e 4.003 desligamentos).

 

Setor Econômico Saldo de Empregos (Fev/2026)
Serviços +1.866
Construção +290
Comércio -63
Indústria -1.126
Agropecuária -2.052

Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

O resultado de fevereiro contrasta com o acumulado de 2025, quando o estado gerou 31.043 postos de trabalho, alcançando o segundo maior crescimento relativo do país. Para 2026, o Ministério da Fazenda projeta uma expansão de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Subsídio ao Óleo Diesel

No setor de transportes, o preço médio do óleo diesel na Paraíba subiu de R$ 5,85 para R$ 6,89 por litro nas três primeiras semanas de março de 2026, um aumento de quase 18%, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O combustível representa 32% do custo da tarifa do transporte coletivo urbano em João Pessoa, segundo Isaac Júnior, diretor de relações institucionais do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sintur-JP). No transporte rodoviário de cargas, o impacto médio é de 40% do custo total do frete, podendo chegar a 50% em operações de curta distância, de acordo com Arlan Rodrigues, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog/NE). A entidade recomendou um reajuste de 8,5% nas tabelas de frete.

A partir de 1º de abril de 2026, o Governo da Paraíba aderiu à subvenção ao óleo diesel proposta pelo Governo Federal. A medida estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado, válido para abril e maio. O custo será dividido entre a União (R$ 0,60) e o Estado (R$ 0,60), com impacto estimado de R$ 15 milhões para os cofres estaduais.

O secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, explicou o funcionamento da medida: “o Brasil produz 70% do diesel que consome e importa 30%. Então o subsídio barateia a entrada do diesel para que chegue ao consumidor final mais barato”.

Arlan Rodrigues, da Fetranslog/NE, comentou sobre a eficácia da subvenção: “É lógico que isso é positivo. O problema é que não é só isso que resolve. No dia em que o governo concedeu a isenção, os postos aumentaram, os distribuidores aumentaram na mesma proporção. Então, foi nulo”.

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