Por Lúcio Flávio Vasconcelos
De tempos em tempos, parte dos brasileiros escolhe um herói de toga para cultuar.
O primeiro que me vem a mente é Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF que , com rigor e vaidade, foi parecerista no escândalo do mensalão, propinoduto capitaneado pelo petista José Dirceu.
Envaidecido pelos holofotes, por pouco Joaquim não foi candidato a presidente da república. Melhor para ele.
Anos depois, surgiu o juiz Sérgio Moro. Conduzindo as investigações da Operação Lava-Jato, tornou-se algoz de Lula e ícone da extrema-direita. Foi ministro da justiça e quase candidato a presidente. Melhor para o Brasil.
Em seguida, emergiu Alexandre de Morais. Indicado pelo golpista Michel Temer para ocupar o cargo vitalício de supremo ministro, agiu corretamente no desmonte da quadrilha golpista liderada pelo presidiário Jair Bolsonaro.
Agora é a vez do ministro André Mendonça. Aquele Indicado por Bolsonaro por ser, entre outras coisas, “terrivelmente evangélico.”
Conduzindo o processo do Banco Master, Mendonça pode abalar os alicerces dos três poderes da República, caso tenha coragem, competência e apoio para investigar a relação incestuosa de ministros STF, senadores, deputados e altos funcionários do poder executivo.
Surge mais um herói de toga?