A Justiça da Paraíba determinou que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) reinstale placas informativas sobre a qualidade da água nas praias de João Pessoa. A decisão foi tomada durante audiência realizada nesta segunda-feira (25) e estabelece prazo de até 60 dias para que os equipamentos voltem a ser colocados em pontos estratégicos da orla da capital.
As placas deverão informar aos banhistas se os trechos estão próprios ou impróprios para banho, com dados atualizados sobre a balneabilidade das praias. A medida ocorre em meio às discussões sobre despejo irregular de esgoto e impactos ambientais registrados em áreas do litoral pessoense.
A audiência reuniu representantes da Sudema, Cagepa, Prefeitura de João Pessoa e órgãos ambientais. Durante a reunião, também foi definido que a Sudema ficará responsável por analisar líquidos poluentes encontrados em galerias pluviais identificadas pela Secretaria de Infraestrutura da Capital (Seinfra).
Outro ponto discutido foi a realização de estudos sobre a qualidade da areia das praias urbanas, que deverão ser desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A intenção é ampliar o monitoramento ambiental da orla e identificar possíveis riscos à saúde pública.
A ação judicial foi movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas, que aponta falhas no sistema de saneamento e drenagem da capital como causas da poluição em trechos da praia. O processo envolve a Prefeitura de João Pessoa, o Governo da Paraíba, a Cagepa e a Sudema.
Nos últimos meses, denúncias sobre lançamento de esgoto em áreas como Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa aumentaram a preocupação de moradores, comerciantes e turistas. A decisão judicial reforça a cobrança por medidas mais efetivas de fiscalização e transparência sobre as condições ambientais das praias da capital paraibana.