A confusão ocorreu no último domingo, no CT Rei Pelé, durante uma atividade entre jogadores reservas. O estopim foi um lance aparentemente banal: o jovem Robinho Jr., de apenas 18 anos, aplicou um drible em Neymar. O camisa 10 não gostou, pediu para o garoto “maneirar” — e, diante da sequência da jogada, perdeu a cabeça.
A partir daí, o que era cobrança virou confronto: discussão, empurra-empurra e, segundo relatos de bastidores, Neymar chegou a dar um tapa e uma rasteira no companheiro.
Repercussão imediata
O episódio rapidamente escalou fora de campo. O estafe de Robinho Jr. notificou oficialmente o clube, cobrando providências e até levantando a possibilidade de rescisão contratual por falta de segurança no ambiente de trabalho.
Internamente, o Santos abriu investigação, enquanto o vestiário se dividiu: parte do elenco teria visto exagero na reação do jovem ao levar o caso para vias formais.
Bastidores e contexto
O mais curioso — e simbólico — é a relação entre os dois. Neymar sempre teve proximidade com a família de Robinho e era tratado quase como um “padrinho” do garoto. O choque, portanto, não é só esportivo, mas também pessoal.
Analistas apontam que o episódio revela um ambiente de pressão crescente: Neymar tenta reafirmar protagonismo em reta final de carreira, enquanto Robinho Jr. busca espaço e afirmação no elenco principal.
Desfecho (até agora)
Após a repercussão negativa, Neymar reconheceu o erro e pediu desculpas — inclusive à família do jovem. Nos bastidores, houve uma tentativa de reconciliação ainda no mesmo dia, mas o caso segue sob análise do clube.