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27 de maio de 2026

Opinião: Coragem e verdade – por uma candidatura própria do PT na Paraíba

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Imagem gerada por IA

Por Márcia Lucena

Em tempos de disputas cada vez mais acirradas, a política exige mais do que posicionamentos tímidos ou cálculos imediatos. Exige coragem, clareza de propósito e compromisso com a verdade. Para o Partido dos Trabalhadores, na Paraíba, isso se traduz em uma questão central: a construção de uma candidatura própria ao governo do estado.

Não se trata apenas de ocupar espaço eleitoral. Trata-se de assumir responsabilidades diante do presente e do futuro. E, nesse cenário, algumas perguntas precisam ser feitas sem rodeios: quem vai fazer a campanha do presidente Lula no estado? Quem vai enfrentar, de forma direta, o avanço da extrema direita? Quem estará disposto a sustentar o debate público com firmeza, mesmo diante das pressões e ataques?

A resposta a essas perguntas não pode ser vaga nem terceirizada.

Uma candidatura própria é, antes de tudo, um instrumento político para dar nitidez a essas respostas. É ela que permite ao partido falar com sua própria voz, defender seu projeto com coerência e mobilizar sua base com autenticidade. Em um cenário polarizado, não há espaço para ambiguidades: ou se assume o protagonismo, ou se aceita a invisibilidade.

A campanha que se avizinha será dura. Acirrada. Marcada por disputas narrativas, desinformação e tentativas de esvaziar o debate político. Por isso mesmo, será necessário mais do que estratégia — será necessário compromisso com o mínimo de verdade.

E isso não é pouco.

Defender a verdade, hoje, é um ato político. É enfrentar a lógica da manipulação, das fake news e da distorção dos fatos. É respeitar o povo paraibano com um debate honesto, que não subestime sua inteligência nem instrumentalize suas dificuldades.

Mas política também não se sustenta apenas na denúncia ou na resistência. É preciso apresentar caminhos. E uma candidatura própria cumpre esse papel: organiza ideias, aponta soluções e constrói um projeto de estado comprometido com justiça social, desenvolvimento e dignidade.

Ao mesmo tempo, fortalece a militância, reanima o debate público e reconecta o partido às suas origens. Porque um partido que abre mão de disputar o imaginário da sociedade abre mão, também, de transformar a realidade.

É aqui que a coragem encontra a utopia.

Coragem para enfrentar adversários poderosos, interesses consolidados e estruturas desiguais. Utopia para não perder de vista que a política deve servir para transformar — e não apenas administrar — o mundo como ele está.

Assumir uma candidatura própria, portanto, não é um gesto isolado. É uma afirmação política: de que há disposição para lutar, para dizer a verdade e para construir um novo horizonte para a Paraíba.

Porque, no fim, será a coragem de disputar, a firmeza de princípios e o compromisso com a verdade que definirão não apenas uma eleição — mas o rumo da nossa democracia. Por isso defendo que o PT na Paraíba inicie um processo democrático interno para decidir se uma candidatura própria pode auxiliar o projeto nacional do Presidente Lula ou se devemos sucumbir a alianças pragmáticas que não defendem as conquistas sociais de nosso Presidente.
Não podemos ter a ilusão que os palanques que estão postos farão isso para além de um segundo turno. Conhecemos os sujeitos dessa história e sabemos que não farão!

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